
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Parada do Rio ganha lançamento com show de Isabella Taviani.

A 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro rola no dia 9 de outubro, mas a movimentação para a manifestação começa já na próxima segunda-feira, 12, com um show especial da cantora Isabella Taviani, do hit “Diga sim pra mim”, a partir das 20h, no Teatro João Caetano.
Com entrada a preço popular, R$ 1,99, o pocket show de Isabella abre a programação da diversidade carioca, além de animar a noite onde a própria cantora será homenageada por suas canções voltadas para o público LGBT. A classificação etária do show é de 18 anos e a capacidade do teatro é de 1.143 pessoas.
A noite vai contar com apresentação e pinta das drags Meime dos Brilhos e Sula Lastorini e com a presença de intérpretes como Jane Di Castro, Elza Ribeiro, Juliana Farina, Aline Ramos e Biano Rafa, inspirad@s no musical “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque de Holanda.
Vai rolar também pequenos esquetes teatrais com Lorna Washington, Rose Bombom, Suzy Brasil, Regine de Mônaco, Karina Karão, Kayka Sabatella, Sarah Stevens, Veluma, Luiza Gasparelli, Desirré e grande elenco. Luiza Moon, Núbia Pinheiro, Danny D´Avalon e Eula Rochard recebem o povo na porta.
A 16ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro será realizada no dia 9 de outubro, um domingo, na orla de Copacabana, com expectativa de levar 1,5 milhões de pessoas à rua. O Teatro João Caetano fica Praça Tiradentes, s/nº - Centro.
Lésbicas denunciam negligencia no atendimento no SUS.

Lésbicas no Rio denunciam que médicos deixam de solicitar, durante consultasginecológicas, o exame que pode ajudar a prevenir o câncer de colo de útero porque elas não mantêm relações sexuais com homens.
O Grupo Arco-Íris informou que constatou o problema na rede de saúde pública e privada da capital fluminense. Numa pesquisa qualitativa, todas as 20 mulheres entrevistadas relataram que depois de revelada sua orientação sexual os médicos não pediram o exame.
O levantamento constatou também que entre as lésbicas, as que têm identidade maismasculinizada são menos submetidas ao preventivo que as demais.
Diante do problema, o Fórum de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do Estado do Rioquer que o foco das campanhas sobre DST e aids não seja apenas os travestis e homossexuais. Para as ativistas, é preciso divulgar mais informação sobre atransmissão de DST entre mulheres que fazem sexo com mulheres e aprofundar projetos de sensibilização com as secretarias de Saúde.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Irã executa três homens acusados de homossexualismo.
Três homens iranianos foram executados no último domingo depois de condenados por homossexualismo, informou uma agência semi-oficial do país. Segundo o jornal inglês "Guardian", os três foram

identificados apenas pelas iniciais de seus respectivos nomes e enforcados na cidade de Ahvaz, ao sul do país.
- Os três condenados foram sentenciados à morte com base nos artigos 108 e 110 do código penal do Irã, por atuar contra a Lei Islâmica - informou a agência Isna.
A ONG Direitos Humanos do Irã, com base na Noruega, afirma que os homens foram acusados de manter relações sexuais com outros homens. Mas não ficou claro nem se as acusações eram de fato legítimas ou se lhes foram simplesmente impostas. De acordo com a agência Isna, eles ainda foram condenador por roubo e sequestro.
A execução deste domingo é a primeira em anos sentenciada com base na sexualidade dos réus. No passado, submeter homossexuais à pena de morte era comum no Irã, mas os condenados eram comumente ligados a outros crimes que também levavam à execução, como o estupro de homens.
- As execuções por sodomia estão entre os casos raros em que autoridades iranianas admitem a execução de homem por atos homossexuais. Mas elas costumam mascarar tais penas atribuindo outros crimes à sentença, como o estupro. Mas neste caso, não há nenhuma menção à agressão sexual - disse Mahmood Amiry-Moghaddam, porta-voz da ONG Direitos Humanos do Irã.
Mohammad Mostafaei, um conhecido advogado do Irã, já representou muitos acusados de homossexualismo em seu país e hoje vive em exílio na Noruega. Em entrevista ao "Guardian", ele disse acreditar que os homens executados no domingo são inocentes.
- Não devemos esquecer o que o presidente Mahmoud Ahmadinejad disse em um discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele disse que não há homossexuais no Irã e ninguém é punido por ser gay em seu país. Mas muitas pessoas inocentes foram (recentemente) sentenciadas à morte ou enforcadas em bases secretas por acusações ambíguas no Irã - explicou Mostafaei.
Cotado para prêmio, Jean Wyllys diz que Congresso tem "vários Bolsonaros".

Há pouco mais de um ano, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) começava de maneira tímida a sua campanha por uma vaga no Congresso. Um dos principais ativistas na luta pelos direitos LGBT, hoje ele é um dos favoritos a receber o prêmio Congresso em Foco, que elege o melhor parlamentar do ano, e desfruta de um status inusitado para alguém que acaba de ingressar na vida política.
"Se eu disser que não esperava todo esse sucesso, estaria mentindo", garante Wyllys, que ficou famoso em todo o país após vencer uma edição do programa Big Brother Brasil. "Só não esperava que isso aconteceria tão rápido. Houve toda uma conjuntura que ampliou a visibilidade da luta pelos direitos dos homossexuais nesse ano e acabou me beneficiando, como a questão do kit anti-homofobia. Mesmo assim, eu sempre tive a consciência de que, uma vez eleito, teria repercussão e faria um bom trabalho".
Um Congresso que absolve Jaqueline Roriz não tem cara para exigir honestidade
Hoje, o ex-BBB lidera a disputa pelo título de melhor parlamentar na frente de figuras conhecidas da política brasileira, como Chico Alencar (PSOL-RJ), ACM Neto (DEM-BA) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). No Twitter, ele é um dos deputados federais com maior número de seguidores: 56 mil. Apesar da popularidade, Jean Wyllys reconhece que trava uma batalha árdua pelos direitos LGBT num Congresso que ele considera cheio de "Bolsonaros" escondidos.
"Bolsonaro é uma caricatura dos grupos conservadores e homofóbicos. No entanto, gente como ele prevalece no Congresso", lamenta o deputado. "Os conservadores estão em maior número e tem muita força política. Há vários que pensam exatamente como ele entre os deputados, só não abrem isso para o público".
O preconceito por defender uma causa polêmica foi apenas o primeiro item na lista de dificuldades que Jean Wyllys teve em Brasília. Antes, ele teve que viver com o estigma de ser visto apenas como "um ex-BBB".
"Eu fiz uma campanha com pouquíssimos recursos, por isso não chamei muita atenção até se darem conta de que eu tinha sido eleito. Não sofri preconceito no Congresso por ser um ex-BBB, mas a mídia foi bem cruel. Alguns jornalistas achavam que eu tinha nascido num programa de televisão e que minha vida se resumia àquilo. No entanto, mostrei a eles com o meu trabalho que não é bem assim", conta o deputado, que tenta fugir da imagem de um político concentrado excluisvamente em uma causa. "Assinei o pedido da CPI da Corrupção, mas não vejo muita esperança. Um Congresso que absolve Jaqueline Roriz não tem cara para exigir honestidade".
Urnas x Twitter
Apesar do sucesso nas redes sociais, Jean Wyllys diz que a força na internet é bem diferente das urnas. Para o deputado, as redes sociais refletem apenas a realidade de uma minoria que tenta acompanhar de perto os candidatos em quem votou.
"A massa, a maior parte do eleitorado, não acompanha a atividade política dos parlamentares que ajudou a eleger. Não estou querendo fazer uma distinção entre um bom e um mau eleitor, mas as pessoas que seguem os políticos no Twitter geralmente estão tentando acompanhar seu trabalho. É um outro perfil de eleitor, mas que não é a maioria", avalia Wyllys. "Vale lembrar que a popularidade na internet mostra que há pessoas me apoiando no Brasil inteiro. Eu realmente tento fazer um mandato federal, representando não só o Rio, mas todo o país. Só que isso não garante voto. Não importa ter milhares de seguidores espalhados por todo o país se apenas um estado pode votar em mim".
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Ex-companheiro de artista plástico Jorge Guinle consegue reaver imóvel na Justiça .

RIO - Após mais de três anos lutando na Justiça, o fotógrafo Marco Rodrigues, de 66 anos, conseguiu reaver o apartamento no Alto Leblon onde ele viveu com o companheiro, o artista plástico Jorge Guinle Filho, que morreu de Aids em 1987. A notícia foi antecipada pela jornalista Lu Lacerda em seu blog. Marco já fez a sua mudança, mas a disputa pelo imóvel com Estevão Wermann, que foi amigo de Jorginho Guinle (pai do artista plástico) e comprou o espólio, continua, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o advogado André Chateaubriand Martins, ainda há o julgamento do recurso impetrado por Wermann no STJ. Enquanto isso, Marco comemorou e pôde voltar ao lar graças a uma decisão judicial de cumprimento provisório de sentença:
- É um momento de alegria. Nunca duvidei de que voltaria para a minha casa.
Aos 17 anos de união, o quadro de saúde de Jorge se agravou e a família o levou para Nova York, onde ele morreu. Ainda numa época que a união estável homoafetiva não era reconhecida, a Justiça acabou não reconhecendo a sociedade entre os dois. Com isso, os herdeiros Dolores Brosshard (mãe de Jorginho) e Wermann entraram com uma ação de reintegração de posse e, em fevereiro de 2008, Marco foi despejado do apartamento.
Os advogados entraram com ação de usucapião urbano e, em 2009, Marco ganhou a briga na Justiça, em primeira instância. O dono do espólio recorreu à segunda instância e perdeu. Agora, cabe a decisão do STJ.
A luta de Marco foi considerada pioneira no Brasil e ajudou vários casais gays. A disputa pelos bens chamou a atenção da sociedade carioca. Em 1989, o juiz José Bahadian reconheceu a validade de um testamento deixado por Jorge Guinle, no qual ele declarou que Marco tinha direito à metade dos seus bens. O assunto foi parar na primeira página do jornal "The Washington Post". A família apresentou um segundo testamento, ligeiramente modificado pelos juízes, que concederam 75% da herança para a mãe e 25% para o pai.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Kassab veta Dia do Orgulho Heterossexual.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou o "Dia Municipal do Orgulho Heterossexual", segundo publicação do Diário Oficial de hoje. O prefeito já havia declarado à imprensa que não aprovaria o projeto. Os vereadores da Câmara de São Paulo aprovaram no último dia 2, em segunda votação, o Projeto de Lei número 294/05, de autoria do vereador Carlos Apolinário (DEM). A data seria comemorada em dezembro. Apolinário negou estar incentivando a violência contra os homossexuais e disse que "o projeto é um protesto contra os privilégios dados aos gays."
Segundo o texto publicado hoje, a provação do projeto iria promover o preconceito. "O texto da 'justificativa' que acompanhou o projeto de lei descreve, em vários trechos, condutas atribuídas aos homossexuais, todas impregnadas de sentimentos de intolerância com conotação homofóbica." Dessa forma, é possível entender "que apenas e tão só a heterossexualidade deve ser associada à moral e aos bons costumes, indicando, ao revés, que a homossexualidade seria avessa a essa moral e a esses bons costumes."
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou o "Dia Municipal do Orgulho Heterossexual", segundo publicação do Diário Oficial de hoje. O prefeito já havia declarado à imprensa que não aprovaria o projeto. Os vereadores da Câmara de São Paulo aprovaram no último dia 2, em segunda votação, o Projeto de Lei número 294/05, de autoria do vereador Carlos Apolinário (DEM). A data seria comemorada em dezembro. Apolinário negou estar incentivando a violência contra os homossexuais e disse que "o projeto é um protesto contra os privilégios dados aos gays."
Segundo o texto publicado hoje, a provação do projeto iria promover o preconceito. "O texto da 'justificativa' que acompanhou o projeto de lei descreve, em vários trechos, condutas atribuídas aos homossexuais, todas impregnadas de sentimentos de intolerância com conotação homofóbica." Dessa forma, é possível entender "que apenas e tão só a heterossexualidade deve ser associada à moral e aos bons costumes, indicando, ao revés, que a homossexualidade seria avessa a essa moral e a esses bons costumes."
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Casal de lésbicas tem dupla maternidade reconhecida pela Justiça.
De mochila cor-de-rosa e tiara da mesma cor, Kaylla Brito Santarelli, 3, é símbolo de uma conquista. Ela é fruto de um arranjo inédito de dupla maternidade reconhecida pela Justiça.
A garota de Jandira (Grande SP) vai se tornar a terceira criança brasileira a ter o nome de duas mães na certidão de nascimento. Até 10 de setembro, Kaylla receberá o novo documento. Nele constará o nome de Janaína Santarelli, 29, que a gerou, e o de Iara Brito, 25, que a adotou na condição de companheira da mãe biológica.
"O importante para a criança é que tenha figuras significativas que exerçam as funções parentais, independente de suas opções sexuais", diz a sentença da juíza Débora Ribeiro. O processo para reconhecer Iara como mãe da criança teve início em 2008. "Todos temos direito a formar uma família", diz Janaína. Ela realizou o sonho da maternidade após fazer uma fertilização com um doador desconhecido. Iara, com quem vive desde 2004, acompanhou todo o processo.
Kaylla chama Janaína de "mamãe" e Iara de "manhê". "Ela sempre diz que tem duas mães", afirma Iara. O casal vai relatar a experiência hoje em uma mesa redonda intitulada "Mulheres, lésbicas e relações familiares", promovido pela Secretaria de Estado da Justiça no Pateo do Collegio, na região central de São Paulo. O evento faz parte da programação do Dia da Visibilidade Lésbica, festejado ontem.
Cléo Dumas, especialista em direito homoafetivo, afirma que existem outros dois casos de dupla maternidade reconhecida no país. Um em São Paulo, no qual uma mãe gerou a criança e a sua parceira doou o óvulo. E outro no Pará, onde uma criança de abrigo foi adotada por um casal de lésbicas.
Além de provar que vivem uma relação estável, os casais passam por uma avaliação psicológica. Em Jandira, o estudo diz que Janaína e Iara "proporcionam a Kaylla ambiente saudável, afetivo e favorável ao desenvolvimento". O medo das mães era de que a filha fosse vítima de preconceito. Encontraram apoio dos familiares e na escola dela. Kaylla e os colegas não comemoram Dia das Mães ou dos Pais. "A escola instituiu o Dia da Família."
Homem mata e tira fígado da vítima para comer porque ele era gay.
Na manhã de hoje, quinta-feira (25) um homem foi encontrado morto dentro de sua residência no centro de Alfenas (MG) na Rua Américo Totti. Pessoas que transitaram na frente da casa, por volta das 7hs, viram sangue escorrendo na garagem e chamaram a Polícia Militar.
Os militares chegaram imediatamente ao local, arrombaram a porta e encontraram o corpo mutilado do cabeleireiro Gilvan Firmino Pereira, mais conhecido como Willians, atrás de um sofá, na sala de sua casa.
Funcionários de estabelecimentos comerciais vizinhos revelam que a vítima é natural de Recife. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu aproximadamente às 3h, quando vizinhos disseram ter ouvido gritos.
De acordo com oo Cabo Nelson, responsável pela ocorrência, após o levantamento das características, Fernando Alves, de 20 anos, foi localizado e detido ainda pela manhã, menos de meia hora após a polícia ser acionada, portando duas facas em uma Kitnet próxima ao Hospital Universitário Alzira Vellano. Ao ser preso, o assassino confessou o crime.
Durante a coletiva de imprensa que ocorreu nesta tarde (quinta-feira, 25) na Delegacia de Alfenas, Fernando revelou que além de retaliar o corpo, retirou o fígado da vítima e assou em uma sanduicheira elétrica para comer. "Estava sem sal, a carne era ruim então dei para o cachorro", revela sem esboçar arrependimento.
Após a coletiva foi realizada a reconstituição do crime onde o assassino revelou os mínimos detalhes de como o crime aconteceu. No local, representantes do Movimento Gay de Alfenas, manifestavam contra homofobia. André Novais, representante do movimento, pede que a justiça seja feita e parabeniza a polícia pela rápida ação ao prender o autor. Ele lembra o caso que ocorreu em Campos Gerais este ano, quando a travesti Paulinha foi assassinada com 31 facadas. " Diferente daqui, em Campos Gerais o assassino ainda está perambulando nas ruas", diz. André alerta as autoridades quanto ao aumentando da violência contra homossexuais não só em grandes cidades, mas também no interior.
Segundo o delegado Leonardo Bueno Procópio, encarregado pelo caso, a vítima acolhia o assassino em sua casa para usar drogas. Neste dia Fernando foi despejado e procurou abrigo na casa de Gilvan, ele chegou a levar alguns de seus pertences e seu cachorro.
O delegado revela que primeiro a vítima tentou ter relações com o autor que se recusou. Em seguida eles foram comer em uma lanchonete das proximidades, Fernando voltou na frente e esperou Gilvan com a faca na cintura. Quando este chegou a sua residência houve uma segunda tentativa de assédio. Neste momento dois conhecidos do assassino, Fábio Silva de 31 anos e Ricardo Bressane Neves de 20 anos, foram até a porta da residência em uma motocicleta que ficou estacionada pouco abaixo da garagem.
Ricardo, que pilotava a motocicleta, disse ter ido até o local atendendo um chamado de Fernando e afirma ter descido do veículo se dirigindo até o portão onde viu o início da discussão e a primeira facada,deferida no peito da vítima, que ocorreu na garagem da casa. Assustado, o rapaz subiu na moto e foi embora. Fábio Silva teria ficado na garupa da moto e disse não ter visto o crime. Ao esfaquear Gilvan, Ferdando acabou se ferindo mão esquerda.
Fernando arrastou o corpo para dentro e se encarregou de limpar o sangue da garagem. Das 03h30min até o amanhecer Fernando revela que ficou retalhando o corpo de Gilvan. A ponta do nariz foi cortada, a boca desfigurada, inúmeros cortes pelo braços. Durante a reconstituição, Fernando disse que arrancou o pênis e o colocou na boca da própria vítima, os testículos foram atirados ao cachorro. "Ele queria me chupar, ele que chupe ele mesmo", disse Fernando sem esboçar qualquer arrependimento. Ele também abriu a barriga da vítima e arrancou as entranhas com as próprias mãos, chegando a assar o fígado e tentou comer, contudo acabou jogando para o cachorro. Fernando chegou a jogar um líquido inflamavel no corpo, no entanto desistiu de atear fogo.
Fernando ainda revela ter tingido a vítima com tinta para cabelos e descarregado um extintor de fogo dentro do corpo. Ao amanhecer o assassino foi até a padaria ao lado da residencia e tentou comprar pão e cigarros na conto da vítma. Ele então voltou para dentro da casa fez café e tomou tranquilamente diante do corpo mutilado. Antes de sair da cena do crime o assassino ainda pisou na cabeça da vítima o que resultou no esmagamento do crânio.
Segundo amigos de Fernando, que é natural de Alfenas, ele era de boa família, ganhava um bom salário como garçom e após o envolvimento com o crack sua vida desmoronou. Fernando aguardará o julgamento em regime fechado e segundo o delegado Leonardo Bueno, responderá por homicídio triplamente qualificado.
Polícia prende Assassino da Oscar Freire.
A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira o suspeito de assassinar dois homens na última terça-feira, dia 23, em um apartamento na rua Oscar Freire, zona oeste de São Paulo.
O principal suspeito do crime, Lucas Zanetti, de 21 anos, foi preso por volta das 12h de hoje. Ele foi encontrado escondido em uma casa em Sertãozinho (333 km de São Paulo).
A residência fica no mesmo bairro onde foi encontrado o carro de uma das vítimas, um Honda Civic,roubado no dia do crime junto com alguns aparelhos eletrônicos.
Mortes
O crime aconteceu na última terça-feira. Eugênio Bozola e o modelo Murilo Resende, de 21 anos, eleito Mister Piauí 2011, foram encontrados mortos por uma mulher que trabalhava como faxineira no apartamento onde moravam.
Segundo a polícia, Boloza tinha perfurações pelo corpo, enquanto Resende, estava com um saco na cabeça. Segundo a polícia, a parede estava pintada com as inscrições “C.V.”.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Foi completamente gratuito', diz arquiteto agredido na Paulista.
O arquiteto Bruno Chiarioni Thomé, de 33 anos, classificou na manhã desta segunda-feira (29) como “completamente gratuita” a agressão sofrida por ele e um amigo nas proximidades da Estação Consolação do Metrô de São Paulo, na Avenida Paulista, na madrugada de sábado (27). Thomé foi até a Central de Flagrantes da 1ª Delegacia Seccional, na região do Brás, Centro da cidade, onde o caso foi registrado, para oferecer representação para que os suspeitos respondam criminalmente.
saiba mais
Nesta tarde, ele deve ir ao Instituto Médico-Legal (IML)– o arquiteto quebrou um dedo, levou sete pontos na cabeça e está com cortes e hematomas espalhados pelo corpo. A investigação será encaminhada para o 4º Distrito Policial, na Consolação, ou para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Em seu depoimento, Thomé relatou que os agressores fizeram ofensas homofóbicas contra ele e o amigo, que haviam acabado de sair de uma casa noturna na Rua Augusta. Mesmo sem darem motivo, os dois foram confundidos com homossexuais.
“A gente deduz que era homofobia pelos xingamentos. Não havia nenhum outro motivo. Não tinha nenhuma associação com time de futebol, eles não faziam parte de nenhum grupo intolerante, nada que eles assumissem pelo menos”, afirmou o arquiteto. “A gente não tinha se encontrado antes da balada, não tinha mulher envolvida no meio. Foi do nada, completamente.”
A confusão começou nas proximidades da esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista, quando dois objetos foram jogados contra os dois amigos – um copo e uma pedra. A pedra acertou a cabeça do arquiteto. “Eu olhei, procurei nos lados, tinha um grupo de pessoas e eu fui na direção delas. Eu cheguei perguntando ‘o que aconteceu?’. Eles começaram a me xingar: ‘Sai daqui, viadinho’. Eu falei ‘qual o motivo, por que isso?’, aí um deles abaixou para pegar a luminária, que estava no pé dele”, contou.
Thomé e o amigo foram agredidos. Ao tentar se defender da luminária, o arquiteto acabou quebrando o dedo indicador da mão direita. No meio da confusão, eles acabaram entrando na estação de Metrô e o arquiteto conseguiu reagir e tomar a luminária das mãos dos agressores. Quando os seguranças do Metrô chegaram, os suspeitos, pelo menos três duplas, fugiram. Thomé estava com a luminária na mão.
O arquiteto afirmou que ele e o amigo não estavam próximos e não tomaram nenhuma atitude que levasse os agressores a imaginar que os dois fossem gays. “É triste, é gratuito, é de uma pobreza cultural, pobreza intelectual muito grande”, afirmou. “Fiquei nervoso, mas na hora mesmo não senti medo, senti raiva. A sorte é que era uma molecada inexperiente. Não era um pessoal escolado em briga. Se fosse skinhead a gente teria se dado realmente mal.”
Thomé também contou que costuma frequentar sempre casas noturnas na região, e que nunca havia presenciado atos de violência e intolerância. “Espero que apurem os fatos, que as pessoas passem a enxergar isso como errado, não pode virar moda, escolher alguém para bater”, afirmou. Ele também disse que espera que a polícia peça imagens da estação de Metrô que possam ajudar a identificar os suspeitos.
No boletim de ocorrência registrado no sábado, não há menção a homofobia – apenas o amigo de Thomé e um rapaz de 19 anos que também se envolveu na confusão foram até a delegacia, e o amigo não havia ouvido os insultos. Após o depoimento do arquiteto nesta segunda, o caso ficou registrado como lesão corporal dolosa e injúria qualificada por racismo.
O rapaz de 19 anos foi ouvido pela polícia e disse que passava pelo local quando ocorreu a briga. Ele afirmou também ter sido agredido pelo arquiteto. Ele só deverá ser ouvido novamente após ser definida a delegacia que vai investigar o caso.
Beijo gay causa briga em festa de aniversário em MS, diz polícia.
A Polícia Militar foi acionada na tarde de domingo (28) para conter uma briga envolvendo seis pessoas em uma festa de aniversário em Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande. A confusão teria sido causada depois que um homem de 25 anos deu um beijo gay no parceiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, alguns freqüentadores pediram ao homem que parasse de beijar o parceiro, mas ele teria se negado a fazê-lo. Em seguida começou a briga. Os envolvidos foram conduzidos pela PM à 1ª Delegacia de Polícia da cidade e liberados em seguida.
O caso foi registrado como lesão corporal dolosa, além de desacato, desobediência, importunação ofensiva ao pudor e resistência. Dois homens e duas mulheres apresentaram lesões e devem fazer exames no Instituto de Medicina e Odontologia Legal. A Polícia Civil informou que irá ouvir as pessoas envolvidas e encaminhar a ocorrência ao juizado especial.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Garçom confessa ter matado cabeleireiro em Minas Gerais.
O suspeito de ter matado um cabeleireiro nesta quinta-feira em Alfenas, no Sul de Minas Gerais, confessou que mutilou o corpo da vítima. O garçom Fernando Alves, de 20 anos, disse que cometeu o crime por que Gilvan era homossexual e o assediava. Segundo ele, os dois se encontravam com frequência para fazer uso de drogas. As informações são da EPTV.
O cabeleireiro trabalhava em um salão da cidade. Ele foi morto e esquartejado dentro de casa, onde morava há quatro meses, no bairro Vila Formosa.
Durante a tarde, a polícia fez a reconstituição do crime na casa de Gilvan. Ativistas dos direitos dos homossexuais fizeram protestos contra a homofobia no local.
O corpo do cabeleireiro foi encontrado depois que uma vizinha que passava em frente à casa da vítima viu o sangue escorrendo da garagem e acionou a Polícia Militar. Ao chegar ao local, os policiais viram o corpo de Gilvan Firmino Ferreira, de 25 anos, conhecido como Willians, caído no chão com o crânio amassado e ponta do nariz cortada.
Segundo a polícia, os vizinhos contaram que ouviram gritos vindos da casa por volta de 4h. A suspeita é de que o assassino era conhecido da vítima. O principal suspeito, Fernando Alves, de 20 anos, foi preso e levado para a Delegacia de Alfenas.
Twitter de suspeito de matar 2 na Oscar Freire fala de homofobia.
Uma conta no Twitter em nome do suspeito apontado nesta quinta-feira pela polícia como responsável por duas mortes na rua Oscar Freire (zona oeste de São Paulo), Lucas Cintra Zanetti Rosseti, 21, (@LZRosseti), mostra um jovem deslumbrado com a cidade e que diz não ser gay.
De acordo com a polícia, Rosseti misturou medicamentos tarja preta (de uso controlado) nas bebidas do analista de sistemas Eugênio Bozola, 52, e do modelo Murilo Rezende da Silva, antes de matá-los. Ele ainda escreveu CV, ZO e viado nas paredes do imóvel com sangue.No dia 28 de julho, o autor da conta no Twitter postou: "eu nao sou gay, sou um espião! hahaha"; "estou infiltrado no mundo gay!"; e "ainda bem q homofobia ainda nao é crime kakaka" (sic).
Os últimos tuítes são do dia 22 de agosto e se referem ao aniversário de Lucas.
No dia 14, o autor dos tuítes escreveu: "paradinha rapida em campinas pra um lanche rapido! Jaja to em Sampa!" (sic). Segundo a polícia, essa é a data em que o suspeito chegou ao apartamento da vítima.
Já na cidade, o autor diz estar em um quarto no 6º andar --mesmo andar em que fica o apartamento de Bozola.
"Acordei com vontde de cometer um crime, o de pena mais longa!" (sic), diz o autor em 14 de julho.
No celular informado na conta no microblog, de Igarapava (interior de SP), ninguém atende.
De acordo com a polícia, Rosseti é natural de Igarapava e passava uma temporada no apartamento de Bozola, que também é natural daquela cidade.
CRIME
As duas vítimas morreram a facadas. O corpo de Bozola estava na cozinha do apartamento e o de Rezende em um quarto, com a cabeça parcialmente coberta com um saco plástico. A motivação do crime, conforme os investigadores, foi um desentendimento entre esse rapaz e o dono do apartamento.
A namorada de Rezende, a promoter Jaqueline Sampaio, 40, disse que por volta das 21h de segunda-feira, recebeu uma mensagem de texto do modelo em seu celular no qual ele dizia que não se sentia bem, que estava grogue.
"Tentei falar com ele mais tarde, umas 22h15, mas não consegui. Liguei na casa do Eugênio e a pessoa que atendeu disse que os dois já estavam dormindo. Acho que ele pode ter sido vítima do golpe boa noite cinderela", afirmou Sampaio.
Segundo ela, o modelo deveria se mudar para o Rio de Janeiro, onde começou sua carreira, nos próximos meses. "Estávamos planejando morar juntos", contou.
Natural de Minas Gerais, Rezende foi eleito Mister Piauí neste ano e ficou em sexto lugar no concurso Mister Brasil. O analista de sistemas é irmão do diretor-presidente da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados de São Paulo), Célio Bozola.
Ele morava sozinho no apartamento havia 20 anos. Há cerca de três meses, ofereceu sua casa para o amigo Rezende viver enquanto fazia algumas campanhas publicitárias em São Paulo.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Realizado no Rio terceiro casamento gay do País.
Ao som de La Vie en Rose, sucesso da cantora Edith Piaf, foi realizado nesta quarta-feira (24) em um cartório do Rio de Janeiro o primeiro casamento homossexual envolvendo um militar brasileiro. João Batista da Silva, de 39 anos, cabo reformado da Marinha, casou-se com Cláudio Nascimento Silva, de 40 anos, que ocupa uma superintendência da secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.
O casamento foi o terceiro entre homossexuais no Brasil. Os dois primeiros foram em são Paulo e em Brasília. Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união estável como um direito dos homossexuais. Até então, casais homossexuais só podiam firmar contratos de união estável. João Batista e Cláudio fizeram isso em setembro de 2010. A oficialização do casamento concede mais direitos às partes, como, por exemplo, em relação à herança.
"É uma vitória pessoal nossa, mas também um marco para a cidadania", afirmou João Batista, que desde maio tenta oficializar sua união com Cláudio perante a Marinha. "Quero colocá-lo como meu dependente, mas pediram 90 dias para dar resposta e até agora não se manifestaram", contou. "É uma vitória do Estado e uma mudança na história", afirmou o juiz de paz Leandro Rodrigues, a quem coube declarar os dois oficialmente casados.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Estudo mostra que o desejo bissexual existe.
Pesquisadores da Northwestern University encontraram evidências científicas de que alguns homens que se identificam como bissexuais são, de fato, sexualmente excitados por homens e mulheres
A constatação não é surpresa para bissexuais, que, há muito tempo, afirmam que a atração erótica, muitas vezes, não se limita a um sexo. Mas por muitos anos a questão da bissexualidade tem intrigado cientistas. Um estudo amplamente divulgado, publicado em 2005, também feito por pesquisadores da Northwestern University, relatou que "em relação à excitação sexual e atração erótica, a bissexualidade masculina existe e pode ser comprovada."
Mas o estudo pareceu também apoiar o estereótipo de homens bissexuais como homossexuais enrustidos. Agora, num novo estudo, publicado online na revista Biological Psychology, os pesquisadores tiveram critérios mais rigorosos de selecção dos participantes. Para melhorar suas chances de encontrar homens estimulados por mulheres, assim como homens estimulados por homens, os pesquisadores recrutaram sujeitos de espaços on-line especificamente dedicados a promover encontros entre bissexuais.
Os pesquisadores também exigiram que os participantes tivessem experiências sexuais com pelo menos duas pessoas de cada sexo e um relacionamento romântico de no mínimo três meses com pelo menos uma pessoa de cada sexo.
No estudo de 2005, por outro lado, os homens foram recrutados através de anúncios em publicações gays e alternativas e foram identificados como heterossexuais, bissexuais ou homossexuais, critério baseado em respostas a um questionário padrão.
Em ambos os estudos, os homens assistiram vídeos eróticos feitos para homens e mulheres, mostrando intimidade com ambos os sexos, enquanto sensores genitais monitoravam suas respostas em termos de ereção. Enquanto o primeiro estudo relatou que os bissexuais geralmente tinham reações físicas que se assemelhavam às de homossexuais em suas respostas, o novo estudo encontrou os homens bissexuais que responderam fisicamente aos dois tipos de vídeos, masculinos e femininos. Já os homens gays e heterossexuais que participaram do estudo não apresentaram a mesma resposta física, independentemente do vídeo exibido.
Ambos os estudos também descobriram que os bissexuais relataram excitação subjetiva para ambos os sexos, não obstante as suas respostas genitais.
— Alguém que é bissexual pode dizer, 'Bem, não posso acreditar" — comentou Allen Rosenthal, o principal autor do estudo da Northwestern University, estudante de doutorado em psicologia na universidade. — Mas esta será a resposta a muitos homens bissexuais que tinham ouvido falar sobre o trabalho anterior e que sentiram que os cientistas não os estavam reconhecendo.
O estudo da Northwestern é o segundo publicado este ano para relatar um padrão distinto de excitação sexual entre os homens bissexuais. Em março, um estudo na revista Archives of Sexual Behavior relatou os resultados de uma abordagem diferente para a questão. Como no estudo de Northwestern, os pesquisadores mostraram aos participantes vídeos eróticos de dois homens e duas mulheres. Os participantes foram também monitorados genitalmente, assim como sua excitação subjetiva. Os vídeos também incluíram cenas de relações sexuais entre homens, assim como entre uma mulher e outro homem,.
Os pesquisadores Jerome Cerny, professor de psicologia aposentada da Indiana State University, e Erick Janssen, cientista sênior do Instituto Kinsey descobriram que os homens bissexuais eram mais suscetíveis do que os heterossexuais ou gays a experimentar excitação tanto genital e quanto subjetiva, enquanto assistiam esses vídeos.
A Dra. Lisa Diamond, professora de psicologia da Universidade de Utah e especialista em orientação sexual, disse que os dois novos estudos, em conjunto, representaram um passo significativo para demonstrar que os bissexuais têm padrões de excitação específica.
— Entrevistei um monte de pessoas sobre como é desanimador quando seus próprios familiares acham que eles estão confusos ou passando por uma fase ruim ou em negação de sua condição sexual — disse ela. — Estas linhas convergentes de evidências, usando diferentes métodos e estímulos dá-nos a confiança científica para dizer que a condição bissexual é algo real.
Os novos estudos são relativamente pequenos em tamanho, tornando-se difícil traçar generalidades, especialmente desde que os homens bissexuais podem ter níveis variados de atração sexual, romântico e emocional para os parceiros de ambos os sexos.
Os estudos não revelam nada sobre os padrões de excitação entre as mulheres bissexuais. O estudo incluiu 100 homens selecionados pela Northwestern, estritamente divididos entre bissexuais, heterossexuais e homossexuais. O estudo feito por Archives of Sexual Behavior incluiu 59 participantes, entre eles 13 bissexuais confessadamente.
O novo estudo da Northwestern foi financiado em parte pelo Instituto Americano de Bissexualidade, um grupo que promove pesquisa e educação sobre bissexualidade. Ainda assim, defensores expressam sentimentos mistos sobre a pesquisa.
Jim Larsen, 53 anos, presidente do Projeto de Organização Bissexual, grupo de defesa baseado em Minnesota, disse que as descobertas poderiam ajudar bissexuais ainda estão lutando para aceitar a si mesmos.
— É ótimo que os cientistas publiquem a afirmação que a bissexualidade existe. Tendo dito isso, eles estão provando o que nós, na comunidade, já conhecemos. Eu acho que é lamentável que alguém duvide de um indivíduo que diz: 'Isto é o que eu sou e quem eu sou."
Ellyn Ruthstrom, presidente do Centro de Recursos Bissexuais em Boston, repetiu desconforto Larsen.
— Assim é a sexualidade e são as relações de estimulação sexual. Os pesquisadores querem enquadrar a atração bissexual em uma pequena categoria — você tem que ser exatamente o mesmo, atraído por homens e mulheres, e então você é bissexual. Isso é um absurdo. O que eu amo é que as pessoas expressam sua bissexualidade em tantas maneiras diferentes.
Apesar de seu louvor ao cuidado com a nova pesquisa, Dr. Diamond também observou que o tipo de excitação sexual testada nos estudos é apenas um elemento de orientação sexual e de identidade. E simplesmente interpretar os resultados sobre a excitação sexual é complicado porque o monitoramento da resposta genital para imagens eróticas em um ambiente de laboratório não pode replicar uma real interação humana, acrescentou.
— A excitação sexual é uma coisa muito complicada. O fenômeno real no dia-a-dia é extremamente confuso e multifatorial...
Site do concurso Mister Brasil faz homenagem a jovem morto em apartamento na zona oeste .
O site do concurso Mister Brasil divulgou uma nota, na terça-feira (23), em homenagem ao modelo Murilo Rezende, de 21 anos, encontrado morto junto a outro homem em um apartamento na rua Oscar Freire, na zona oeste de São Paulo, na manhã do mesmo dia.
“Para todos os candidatos e organizadores do Mister Brasil 2011, ficam a imagem do teu sorriso, as lembranças de um cara bom, disciplinado, camarada, querido por todos. Murilo siga teu caminho com muita luz e amparado por Deus”, dizia a homenagem, que pode ser vista no site.
Rezende havia sido eleito Mister Piauí 2011 e representou o Estado no concurso Mister Brasil deste ano. Ele foi encontrado morto dentro do apartamento junto com o corpo do proprietário do imóvel, Eugenio Bozola, de 52 anos. Na tarde da terça-feira, a polícia disse que encontrou manchas de sangue nas paredes do apartamento. . De acordo com o boletim de ocorrência do crime, “foi constatado que havia marcas de sangue nas paredes e nas portas com a sigla ‘CV’”.
Os corpos dos dois devem ser enterrados ainda nesta quarta-feira (24). O corpo de Bozola foi levado para o cemitério de Garapava, cidade a 440 km de São Paulo. Rezende ainda permanecia no IML (Instituto Médico Legal) central no início da manhã. Segundo a instituição, ele deverá ser liberado ainda nesta manhã.
Descoberta
A polícia chegou ao local após a diarista que trabalha no apartamento constatar que o patrão estava ensanguentado e caído na cozinha. A polícia identificou a vítima como Eugenio Bozola, de 52 anos. Ele tinha um ferimento no pescoço, mas não foi possível constatar inicialmente por que arma ele foi provocado.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a segunda vítima foi encontrada em um quarto do apartamento, próxima da cama, com a cabeça parcialmente coberta por um saco plástico.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a síndica do prédio disse aos policiais que havia pingos de sangue na garagem e que o carro do proprietário do apartamento havia desaparecido. Não há câmeras de segurança nas dependências do prédio, e os policiais pretendem ouvir o porteiro que trabalha no turno da noite para tentar entender o que aconteceu. Segundo a Polícia Civil, uma terceira pessoa que estaria no apartamento seria o suspeito do crime.
O caso foi registrado no 14º Distrito Policial, de Pinheiros. O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) ajudará nas investigações.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
"Foi por causa do meu cabelo", diz jovem gay vítima de agressão homofóbica em Santo André
Na madrugada da última sexta-feira (19) para sábado (20), Denilson Alves Batista, 23, estava com dois amigos em um bar no Segundo Distrito, bairro de Santo André, tomando cerveja. Por volta das 3h resolveram ir embora. Como era tarde, Denilson resolveu acompanhar um dos amigos até metade do caminho.
Quando caminhavam em direção a Praça do Bocha, quando, durante o trajeto, dois indivíduos passaram de moto e um deles gritou "loiro viado do caralho". Neste momento, relata Denilson, o seu amigo revidou os xingamentos.
Ao chegarem perto da Praça do Bocha, os garotos dão de frente para os individuos da moto. Neste momento, um deles agredide Denilson na cabeça com um capacete. "Fiquei desnorteado, quando consegui dar por mim enfiei um soco na boca do cara, que perdeu um dente. Depois disso, os outros caras vieram pra cima e me agrediram até desmaiar", contou.
Assustado, o amigo de Denilson fugiu. Por conta de chutes que levou na cara, Batista teve o queixo rasgado, onde levou cinco pontos. Denilson contou à reportagem que foi socorrido por causa de uma mulher que passava na praça e o viu na calçada desmaiado. A Polícia Militar levou Denilson para o Hospital Bangu, onde passaria por uma segunda situação de homofobia, desta vez, institucional.
"Quando os PMs me levaram pra enfermaria, um deles falou: 'encontramos este viado jogado no chão'. Eu disse que não era bem assim, que eu tinha sido vítima de agressão homofóbica e pedi para que o policial saísse da enfermaria para eu levar pontos", afirmou Denilson. Ao pedir para o PM sair, houve um inicio de confusão e Denilson foi levado para a delegacia sem curativo no queixo, que estava aberto.
Na delegacia, Denilson contou que foi tratado com descaso. "O delegado nem quis tomar o meu depoimento, só levou em conta o que os policiais falaram. Também não quis registrar como agressão homofóbica, apenas como uma briga comum", denunciou o jovem.
Denilson Alves é presidente da secretaria LGBT da União Nacional dos Estudantes (UNE) e revelou que estar do outro lado foi "horrivel". "A gente escuta histórias e nunca acha que vai acontecer com a gente", constatou. Além das dores que ainda sente pelo corpo, Alves não se conforma que a agressão tenha sido motivada pelo cabelo.
"O que mais me revolta é que tudo começou por causa do meu cabelo (loiro platinado e raspado nas laterais). Neste momento estou com mais medo e estou me privando de certos horários. Estou me limitando e só vou me produzir mais quando for a São Paulo, estes dias estou andando de touca", lamenta Denilson.
"Estou com medo de reencontrá-los [os agressores], até por que agredi um deles e este pode estar com raiva de mim", afirmou Denilson, que, apesar da situação, diz que não vai abandonar a política e que tal acontecimento o fortalece para continuar no ativismo.
Veja abaixo imagens de Denilson após a agressão. ATENÇÃO: As fotos são fortes e podem impressionar.
OAB discute casamento, adoção e herança para casais gays.
A partir de um anteprojeto de lei de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pretende propor casamento e divórcio, proteção contra a violência doméstica, acesso à adoção e à herança e também a punição em casos discriminatórios.
O projeto foi debatido e elaborado pela Comissão de Diversidade Sexual do Conselho Federal da Ordem e cria o Estatuto da Diversidade Sexual que, caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, prevê também oportunidades iguais de trabalho e a criminalização da homofobia.
Além das questões patrimoniais, o Estatuto também dá conta da licença maternidade para casais gays e a questão intersexual. Segundo o Estatuto, fica proibida a operação em menores intersexuais, sugerindo que estes, quando alcançarem a maioridade, é que irão decidir se operam ou não.