terça-feira, 25 de maio de 2010

Universitário é preso em flagrante por matar travesti, diz polícia


Suspeito de 27 anos teria tentado queimar corpo da vítima.
PMs foram chamados por vizinhos do estudante, assustados com gritos.

Policiais da Delegacia de Homicídios prenderam em flagrante neste domingo (23) um estudante de direito e lutador de jiu-jitsu. De acordo com a delegada Tatiana Queiroz, Leonardo Loeser de Oliveira, de 27 anos, é acusado de ter assassinado um travesti, dentro de casa, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio.
Chamados por vizinhos, que ficaram assustados com gritos vindos da casa do estudante, os policiais militares chegaram no momento em que Leonardo tentava queimar o corpo do travesti.
"Ele tentou ocultar o corpo, usando tijolos, telha, pedaços de madeira. Todos os indícios apontam para a autoria dele", disse a delegada Tatiana Queiroz, da Divisão de Homicídios, acrescentando que, apesar do flagrante, o suspeito negou todas as acusações.
Ainda segundo a delegada, não se trata de crime de ódio contra homossexuais. "Segundo relatos dos vizinhos, o indiciado costumava ter relacionamentos com pessoas do mesmo sexo", contou.
A vítima ainda não foi identificada, mas policiais informaram que o homem aparentava ter entre 20 e 30 anos.
O suspeito pode responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, com motivo torpe. Caso a necropsia informe que as queimaduras causaram a morte do travesti, ele também será acusado por crime com emprego de fogo, segundo a delegada.
A vizinhança está chocada com o crime e evita comentar o caso. “Os pais do Leonardo, que já são idosos, estão muito chocados com o que ocorreu e não querem falar”, disse um rapaz – que se apresentou como pastor, mas preferiu não se identificar –, de dentro da casa onde o jovem mora com a família. “Mas os pais dele passam bem”, acrescentou.
“Os pais do Leonardo não souberam de nada, pois eles tinham ido à igreja”, contou uma vizinha, que também não quis se identificar, que disse ter visto o suspeito brincando mais cedo com a cadela da família.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dia 25/05, terça-feira, "Sou Mulher, Sou Brasileira, Sou Lésbica, ", na Casa de Cultura Laura Alvim.


O Cineasta Vagner Almeida, reestréia nesta terça-feira, dia 25 de Maio, na Casa de Cultura Laura Alvim em Ipanema seu Documentário “Sou Mulher, Sou Brasileira, Sou Lésbica”, às 20 horas.

O Filme trata da vida de mulheres brasileiras e seus enfrentamentos na sociedade lesbofóbica e racista. Mulheres essas, que ainda vivem a margem da sociedade e necessitam com muita força e coragem desvendar-se todos os dias.

A força desse filme documentário está nas falas, nas vozes dessas mulheres – lindas, fortes, poderosas, honestas, guerreiras, mães, filhas, tias, avós, amantes, parceiras...

Mostrando para o Mundo o que é ser Lésbica no Brasil!


Vale a pena conferir!

Serviço:

“Sou Mulher, Sou Brasileira, Sou Lésbica”

Terça feira, 25/05/2010.

20 horas

Casa de Cultura Laura Alvim

Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema

Contatos:

Vagner Almeida

e-mail: vagner.de.almeida@gmail.com

office e-mail: va2102@columbia.edu

office in ABIA: vavabrasil@abiaids.org.br

www.mailman.hs.columbia.edu

www.vagnerdealmeida.com

blogs - english: vavabrasil.blogspot.com

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CUIDANDO DA SAÚDE COM AS CORES DO ARCO-ÍRIS

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Travestis podem ter nome social em crachás de órgãos públicos federais


Portaria do Ministério do Planejamento assegura direito aos transexuais.
Nome de batismo será incluído no verso da funcional dos servidores.


Travestis e transexuais que trabalham como servidores públicos federais já podem usar o nome social (pelo qual são mais conhecidos) nos crachás, endereço de e-mails, lista de ramais, sistemas de informática e comunicações internas de uso social dos órgãos públicos. A portaria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão foi publicada nesta quarta-feira (19) do Diário Oficial da União.
De acordo com a portaria assinada pelo secretário-executivo do Ministério, João Bernardo Azevedo Bringel, o nome social poderá constar na parte da frente do crachá do funcionário, e seu nome de registro estará identificado no verso do documento funcional. Os órgãos públicos terão 90 dias para promover as necessárias adaptações nas normas e procedimentos internos, para a aplicação da medida.
Em abril, travestis e transexuais garantiram que seus nomes sociais deveriam ser usados nas chamadas de presença nas escolas de nove estados brasileiros: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Pará, Goiás e Alagoas. A identificação será feita nas cadernetas, históricos e certificados.

Dia de protestos na orla do Rio.



Manifestações contra a homofobia, o presidente do Irã e até políticos de ficha suja movimentaram as praias de Copacabana e Ipanema e chamaram a atenção dos cariocas para as minorias que lutam pelos seus direitos
Rio - O domingo foi marcado por protestos e manifestações na orla do Rio. Diferentes grupos e movimentos sociais promoveram atos nas praias de Copacabana e Ipanema e chamaram a atenção da sociedade contra a homofobia, a intolerância religiosa e a defesa de eleições com políticos com fichas limpas.

Pela manhã, o protesto silencioso organizado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa em Ipanema relembrou os seis milhões de judeus mortos no Holocausto e reclamou do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que nega o assassinato em massa.

O ato contou com a ajuda de quem passava pelo local, para enterrar na areia 6 mil mãos. Cada uma tinha carimbada o número mil, que representava os mortos no Holocausto. Os organizadores do protesto esperam que o presidente Lula, que está em Teerã negociando uma solução sobre o programa nuclear iraniano, interfira também a favor de quem é discriminado no país.

“Não tem como diferenciar o presidente do Irã que defende o uso da energia nuclear com o que nega o Holocausto e apoia a homofobia. Um presidente assim não pode estar comprometido com a paz”, alerta Michel Gherman, organizador do ato.

No início da tarde, foi a vez do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT fazer passeata pela Praia de Ipanema para celebrar o Dia Mundial de Combate à Homofobia. Foi distribuída a ‘Lei de Bolso’, que reúne leis estaduais e municipais que garantem direitos aos homossexuais.

Com a participação de outros grupos do movimento LGBT, religiosos, representantes do governo estadual e do deputado Carlos Minc, o ato também foi uma prévia da manifestação que acontecerá em Brasília, na quarta-feira. Será a ‘Marcha Nacional LGBT’, que tomará a Explanada dos Ministérios até o Congresso Nacional para reivindicar, entre outras coisas, a aprovação dos projetos de lei que criminalizam a homofobia e legalizam a união civil entre pessoas de mesmo sexo.

Ainda ontem uma passeata feita pela Nova Organização Voluntária Estudantil pela orla de Copacabana defendeu a aprovação da proposta Ficha Limpa — que veta a candidatura de pessoas condenadas pela Justiça.
Marcha Nacional reivindica lei contra homofobia
Um dos políticos mais atuantes pelos direitos dos homossexuais, o deputado Carlos Minc constata que ainda há muito pelo que lutar. “Existe muito conservadorismo. A defesa de direitos aos homossexuais ganhou importância, virou movimento de massa, mas até hoje não foi aprovada a lei que criminaliza a homofobia”, destaca Minc.
E é justamente o Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia, uma das principais reivindicações que serão feitas na Marcha Nacional. A aprovação do texto no Congresso é considerada uma das principais formas de combater a violência contra os homossexuais. “Se você não criminaliza a violência contra eles, você está dizendo que essa agressão é normal. E isso é muito triste”, afirma o ex-ministro.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Globo On line publica Nota do Grupo Arco-Íris em repúdio a Garotinho

FONTE:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/05/05/grupo-arco-iris-divulga-nota-de-repudio-contra-declaracoes-de-garotinho-sobre-homossexuais-916505025.asp



Grupo Arco-Íris divulga nota de repúdio contra declarações de Garotinho sobre homossexuais

Publicada em 05/05/2010 às 11h05m

O Globo



RIO - O grupo Arco-Íris divulgou nesta quarta-feira uma nota na qual repudia as declarações do pré-candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho , sobre os homossexuais. Durante eventos evangélicos da chamada Caravana Palavra de Paz, o ex-governador atacou adversários, fez discursos homofóbicos e pedidos de voto, conforme mostrou a reportagem do GLOBO.

Em uma das ocasiões, um cantor gospel pergunta à multidão quem é a favor da união civil de pessoas do mesmo sexo. Todos dizem ser contra. Garotinho, então, emenda:

- Todos não. O Gabeira e o Sérgio Cabral são a favor. O governador patrocina Parada Gay em Copacabana.

Na nota, a ONG afirma que o ex-governador deu declarações "de forma pejorativa", fomentando o preconceito contra os gays.

"Entendemos que Anthony Garotinho não respeitou a Constituição, que preza a igualdade de Direitos de todos e todas perante a sociedade e os princípios de um Estado laico, desqualificando as políticas públicas do governo do estado aos Direitos Humanos e à população LGBT", diz a nota.

Leia a nota na íntegra:

"O Grupo condena a postura do Sr. Anthony Garotinho, ex-governador e atual pré-candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, que, de forma pejorativa, fomenta o preconceito à Comunidade LGBT. O jornal O Globo (2 de maio de 2010) destaca que Garotinho tem feito ataque aos adversários usando como arma de manipulação a Parada do Orgulho LGBT-Rio, ao afirmar que o então governador, Sérgio Cabral, patrocina a Parada do Rio. E, ainda, ratifica o discurso homofóbico do músico (sic) Emanuel de Albertin ("Se Deus fizesse o homem para casar com homem, não seria Adão e Eva, teria feito Adão e Ivo"), chamado por Garotinho para compor a caravana Palavra de Paz.

"Entendemos que Anthony Garotinho não respeitou a Constituição, que preza a Igualdade de Direitos de todos e todas perante a Sociedade e os princípios de um Estado Laico, desqualificando as políticas públicas do Governo do Estado aos Direitos Humanos e à População LGBT.

"O papel de um governante é garantir a igualdade de Direitos de toda a população, independente de cor, classe, credo, raça, sexo, orientação sexual. E tal postura, do Sr. Anthony Garotinho, como candidato ao cargo de governante, denota um discurso fundamentalista e de segregação.

Esclarecimentos:

"Primeiramente, o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT¨vem a público esclarecer que tem, sim, apoio financeiro de órgãos governamentais (Município, Estado e União) para a realização da Parada do Orgulho LGBT-Rio, terceiro maior evento cultural da cidade do Rio de Janeiro que hoje ocupa o lugar de maior evento comunitário, não só da cidade do Rio como de todo o nosso Estado. Também ressaltamos que a Parada não é patrocinada pela pessoa física de Sérgio Cabral Filho, governador do Estado.

"O Governo do Estado atualmente reconhece a Comunidade LGBT, que durante muitos anos foi marginalizada e privada de sua cidadania plena. Hoje, somos representados pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, dentro da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, que atua no combate à homofobia.

"O Grupo Arco-Íris, fundado em 1993, tem como missão atuar para promover a melhoria na qualidade de vida de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), além de promover os direitos humanos do público LGBT. Por isso, prestamos atendimento à comunidade LGBT e encaminhamos mensalmente vários casos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais vitimas de preconceitos, violência física, verbal a esta Superintendência.

"O Grupo lamenta a postura do ex-governador Garotinho, que sintetiza em sua fala o mesmo preconceito que leva a violência e morte de centenas de homossexuais em nosso país".

sábado, 1 de maio de 2010