quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Kassab veta Dia do Orgulho Heterossexual.


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou o "Dia Municipal do Orgulho Heterossexual", segundo publicação do Diário Oficial de hoje. O prefeito já havia declarado à imprensa que não aprovaria o projeto. Os vereadores da Câmara de São Paulo aprovaram no último dia 2, em segunda votação, o Projeto de Lei número 294/05, de autoria do vereador Carlos Apolinário (DEM). A data seria comemorada em dezembro. Apolinário negou estar incentivando a violência contra os homossexuais e disse que "o projeto é um protesto contra os privilégios dados aos gays."

Segundo o texto publicado hoje, a provação do projeto iria promover o preconceito. "O texto da 'justificativa' que acompanhou o projeto de lei descreve, em vários trechos, condutas atribuídas aos homossexuais, todas impregnadas de sentimentos de intolerância com conotação homofóbica." Dessa forma, é possível entender "que apenas e tão só a heterossexualidade deve ser associada à moral e aos bons costumes, indicando, ao revés, que a homossexualidade seria avessa a essa moral e a esses bons costumes."

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou o "Dia Municipal do Orgulho Heterossexual", segundo publicação do Diário Oficial de hoje. O prefeito já havia declarado à imprensa que não aprovaria o projeto. Os vereadores da Câmara de São Paulo aprovaram no último dia 2, em segunda votação, o Projeto de Lei número 294/05, de autoria do vereador Carlos Apolinário (DEM). A data seria comemorada em dezembro. Apolinário negou estar incentivando a violência contra os homossexuais e disse que "o projeto é um protesto contra os privilégios dados aos gays."

Segundo o texto publicado hoje, a provação do projeto iria promover o preconceito. "O texto da 'justificativa' que acompanhou o projeto de lei descreve, em vários trechos, condutas atribuídas aos homossexuais, todas impregnadas de sentimentos de intolerância com conotação homofóbica." Dessa forma, é possível entender "que apenas e tão só a heterossexualidade deve ser associada à moral e aos bons costumes, indicando, ao revés, que a homossexualidade seria avessa a essa moral e a esses bons costumes."

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Casal de lésbicas tem dupla maternidade reconhecida pela Justiça.


De mochila cor-de-rosa e tiara da mesma cor, Kaylla Brito Santarelli, 3, é símbolo de uma conquista. Ela é fruto de um arranjo inédito de dupla maternidade reconhecida pela Justiça.

A garota de Jandira (Grande SP) vai se tornar a terceira criança brasileira a ter o nome de duas mães na certidão de nascimento. Até 10 de setembro, Kaylla receberá o novo documento. Nele constará o nome de Janaína Santarelli, 29, que a gerou, e o de Iara Brito, 25, que a adotou na condição de companheira da mãe biológica.

"O importante para a criança é que tenha figuras significativas que exerçam as funções parentais, independente de suas opções sexuais", diz a sentença da juíza Débora Ribeiro. O processo para reconhecer Iara como mãe da criança teve início em 2008. "Todos temos direito a formar uma família", diz Janaína. Ela realizou o sonho da maternidade após fazer uma fertilização com um doador desconhecido. Iara, com quem vive desde 2004, acompanhou todo o processo.

Kaylla chama Janaína de "mamãe" e Iara de "manhê". "Ela sempre diz que tem duas mães", afirma Iara. O casal vai relatar a experiência hoje em uma mesa redonda intitulada "Mulheres, lésbicas e relações familiares", promovido pela Secretaria de Estado da Justiça no Pateo do Collegio, na região central de São Paulo. O evento faz parte da programação do Dia da Visibilidade Lésbica, festejado ontem.

Cléo Dumas, especialista em direito homoafetivo, afirma que existem outros dois casos de dupla maternidade reconhecida no país. Um em São Paulo, no qual uma mãe gerou a criança e a sua parceira doou o óvulo. E outro no Pará, onde uma criança de abrigo foi adotada por um casal de lésbicas.

Além de provar que vivem uma relação estável, os casais passam por uma avaliação psicológica. Em Jandira, o estudo diz que Janaína e Iara "proporcionam a Kaylla ambiente saudável, afetivo e favorável ao desenvolvimento". O medo das mães era de que a filha fosse vítima de preconceito. Encontraram apoio dos familiares e na escola dela. Kaylla e os colegas não comemoram Dia das Mães ou dos Pais. "A escola instituiu o Dia da Família."

Homem mata e tira fígado da vítima para comer porque ele era gay.


Na manhã de hoje, quinta-feira (25) um homem foi encontrado morto dentro de sua residência no centro de Alfenas (MG) na Rua Américo Totti. Pessoas que transitaram na frente da casa, por volta das 7hs, viram sangue escorrendo na garagem e chamaram a Polícia Militar.


Os militares chegaram imediatamente ao local, arrombaram a porta e encontraram o corpo mutilado do cabeleireiro Gilvan Firmino Pereira, mais conhecido como Willians, atrás de um sofá, na sala de sua casa.

Funcionários de estabelecimentos comerciais vizinhos revelam que a vítima é natural de Recife. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu aproximadamente às 3h, quando vizinhos disseram ter ouvido gritos.
De acordo com oo Cabo Nelson, responsável pela ocorrência, após o levantamento das características, Fernando Alves, de 20 anos, foi localizado e detido ainda pela manhã, menos de meia hora após a polícia ser acionada, portando duas facas em uma Kitnet próxima ao Hospital Universitário Alzira Vellano. Ao ser preso, o assassino confessou o crime.

Durante a coletiva de imprensa que ocorreu nesta tarde (quinta-feira, 25) na Delegacia de Alfenas, Fernando revelou que além de retaliar o corpo, retirou o fígado da vítima e assou em uma sanduicheira elétrica para comer. "Estava sem sal, a carne era ruim então dei para o cachorro", revela sem esboçar arrependimento.

Após a coletiva foi realizada a reconstituição do crime onde o assassino revelou os mínimos detalhes de como o crime aconteceu. No local, representantes do Movimento Gay de Alfenas, manifestavam contra homofobia. André Novais, representante do movimento, pede que a justiça seja feita e parabeniza a polícia pela rápida ação ao prender o autor. Ele lembra o caso que ocorreu em Campos Gerais este ano, quando a travesti Paulinha foi assassinada com 31 facadas. " Diferente daqui, em Campos Gerais o assassino ainda está perambulando nas ruas", diz. André alerta as autoridades quanto ao aumentando da violência contra homossexuais não só em grandes cidades, mas também no interior.

Segundo o delegado Leonardo Bueno Procópio, encarregado pelo caso, a vítima acolhia o assassino em sua casa para usar drogas. Neste dia Fernando foi despejado e procurou abrigo na casa de Gilvan, ele chegou a levar alguns de seus pertences e seu cachorro.

O delegado revela que primeiro a vítima tentou ter relações com o autor que se recusou. Em seguida eles foram comer em uma lanchonete das proximidades, Fernando voltou na frente e esperou Gilvan com a faca na cintura. Quando este chegou a sua residência houve uma segunda tentativa de assédio. Neste momento dois conhecidos do assassino, Fábio Silva de 31 anos e Ricardo Bressane Neves de 20 anos, foram até a porta da residência em uma motocicleta que ficou estacionada pouco abaixo da garagem.
Ricardo, que pilotava a motocicleta, disse ter ido até o local atendendo um chamado de Fernando e afirma ter descido do veículo se dirigindo até o portão onde viu o início da discussão e a primeira facada,deferida no peito da vítima, que ocorreu na garagem da casa. Assustado, o rapaz subiu na moto e foi embora. Fábio Silva teria ficado na garupa da moto e disse não ter visto o crime. Ao esfaquear Gilvan, Ferdando acabou se ferindo mão esquerda.

Fernando arrastou o corpo para dentro e se encarregou de limpar o sangue da garagem. Das 03h30min até o amanhecer Fernando revela que ficou retalhando o corpo de Gilvan. A ponta do nariz foi cortada, a boca desfigurada, inúmeros cortes pelo braços. Durante a reconstituição, Fernando disse que arrancou o pênis e o colocou na boca da própria vítima, os testículos foram atirados ao cachorro. "Ele queria me chupar, ele que chupe ele mesmo", disse Fernando sem esboçar qualquer arrependimento. Ele também abriu a barriga da vítima e arrancou as entranhas com as próprias mãos, chegando a assar o fígado e tentou comer, contudo acabou jogando para o cachorro. Fernando chegou a jogar um líquido inflamavel no corpo, no entanto desistiu de atear fogo.
Fernando ainda revela ter tingido a vítima com tinta para cabelos e descarregado um extintor de fogo dentro do corpo. Ao amanhecer o assassino foi até a padaria ao lado da residencia e tentou comprar pão e cigarros na conto da vítma. Ele então voltou para dentro da casa fez café e tomou tranquilamente diante do corpo mutilado. Antes de sair da cena do crime o assassino ainda pisou na cabeça da vítima o que resultou no esmagamento do crânio.
Segundo amigos de Fernando, que é natural de Alfenas, ele era de boa família, ganhava um bom salário como garçom e após o envolvimento com o crack sua vida desmoronou. Fernando aguardará o julgamento em regime fechado e segundo o delegado Leonardo Bueno, responderá por homicídio triplamente qualificado.




Polícia prende Assassino da Oscar Freire.


A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira o suspeito de assassinar dois homens na última terça-feira, dia 23, em um apartamento na rua Oscar Freire, zona oeste de São Paulo.


O principal suspeito do crime, Lucas Zanetti, de 21 anos, foi preso por volta das 12h de hoje. Ele foi encontrado escondido em uma casa em Sertãozinho (333 km de São Paulo).

A residência fica no mesmo bairro onde foi encontrado o carro de uma das vítimas, um Honda Civic,roubado no dia do crime junto com alguns aparelhos eletrônicos.

Mortes

O crime aconteceu na última terça-feira. Eugênio Bozola e o modelo Murilo Resende, de 21 anos, eleito Mister Piauí 2011, foram encontrados mortos por uma mulher que trabalhava como faxineira no apartamento onde moravam.

Segundo a polícia, Boloza tinha perfurações pelo corpo, enquanto Resende, estava com um saco na cabeça. Segundo a polícia, a parede estava pintada com as inscrições “C.V.”.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Foi completamente gratuito', diz arquiteto agredido na Paulista.

O arquiteto Bruno Chiarioni Thomé, de 33 anos, classificou na manhã desta segunda-feira (29) como “completamente gratuita” a agressão sofrida por ele e um amigo nas proximidades da Estação Consolação do Metrô de São Paulo, na Avenida Paulista, na madrugada de sábado (27). Thomé foi até a Central de Flagrantes da 1ª Delegacia Seccional, na região do Brás, Centro da cidade, onde o caso foi registrado, para oferecer representação para que os suspeitos respondam criminalmente.

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Nesta tarde, ele deve ir ao Instituto Médico-Legal (IML)– o arquiteto quebrou um dedo, levou sete pontos na cabeça e está com cortes e hematomas espalhados pelo corpo. A investigação será encaminhada para o 4º Distrito Policial, na Consolação, ou para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Em seu depoimento, Thomé relatou que os agressores fizeram ofensas homofóbicas contra ele e o amigo, que haviam acabado de sair de uma casa noturna na Rua Augusta. Mesmo sem darem motivo, os dois foram confundidos com homossexuais.

“A gente deduz que era homofobia pelos xingamentos. Não havia nenhum outro motivo. Não tinha nenhuma associação com time de futebol, eles não faziam parte de nenhum grupo intolerante, nada que eles assumissem pelo menos”, afirmou o arquiteto. “A gente não tinha se encontrado antes da balada, não tinha mulher envolvida no meio. Foi do nada, completamente.”

A confusão começou nas proximidades da esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista, quando dois objetos foram jogados contra os dois amigos – um copo e uma pedra. A pedra acertou a cabeça do arquiteto. “Eu olhei, procurei nos lados, tinha um grupo de pessoas e eu fui na direção delas. Eu cheguei perguntando ‘o que aconteceu?’. Eles começaram a me xingar: ‘Sai daqui, viadinho’. Eu falei ‘qual o motivo, por que isso?’, aí um deles abaixou para pegar a luminária, que estava no pé dele”, contou.

Thomé e o amigo foram agredidos. Ao tentar se defender da luminária, o arquiteto acabou quebrando o dedo indicador da mão direita. No meio da confusão, eles acabaram entrando na estação de Metrô e o arquiteto conseguiu reagir e tomar a luminária das mãos dos agressores. Quando os seguranças do Metrô chegaram, os suspeitos, pelo menos três duplas, fugiram. Thomé estava com a luminária na mão.

O arquiteto afirmou que ele e o amigo não estavam próximos e não tomaram nenhuma atitude que levasse os agressores a imaginar que os dois fossem gays. “É triste, é gratuito, é de uma pobreza cultural, pobreza intelectual muito grande”, afirmou. “Fiquei nervoso, mas na hora mesmo não senti medo, senti raiva. A sorte é que era uma molecada inexperiente. Não era um pessoal escolado em briga. Se fosse skinhead a gente teria se dado realmente mal.”

Thomé também contou que costuma frequentar sempre casas noturnas na região, e que nunca havia presenciado atos de violência e intolerância. “Espero que apurem os fatos, que as pessoas passem a enxergar isso como errado, não pode virar moda, escolher alguém para bater”, afirmou. Ele também disse que espera que a polícia peça imagens da estação de Metrô que possam ajudar a identificar os suspeitos.

No boletim de ocorrência registrado no sábado, não há menção a homofobia – apenas o amigo de Thomé e um rapaz de 19 anos que também se envolveu na confusão foram até a delegacia, e o amigo não havia ouvido os insultos. Após o depoimento do arquiteto nesta segunda, o caso ficou registrado como lesão corporal dolosa e injúria qualificada por racismo.

O rapaz de 19 anos foi ouvido pela polícia e disse que passava pelo local quando ocorreu a briga. Ele afirmou também ter sido agredido pelo arquiteto. Ele só deverá ser ouvido novamente após ser definida a delegacia que vai investigar o caso.

Beijo gay causa briga em festa de aniversário em MS, diz polícia.

A Polícia Militar foi acionada na tarde de domingo (28) para conter uma briga envolvendo seis pessoas em uma festa de aniversário em Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande. A confusão teria sido causada depois que um homem de 25 anos deu um beijo gay no parceiro.

De acordo com o boletim de ocorrência, alguns freqüentadores pediram ao homem que parasse de beijar o parceiro, mas ele teria se negado a fazê-lo. Em seguida começou a briga. Os envolvidos foram conduzidos pela PM à 1ª Delegacia de Polícia da cidade e liberados em seguida.

O caso foi registrado como lesão corporal dolosa, além de desacato, desobediência, importunação ofensiva ao pudor e resistência. Dois homens e duas mulheres apresentaram lesões e devem fazer exames no Instituto de Medicina e Odontologia Legal. A Polícia Civil informou que irá ouvir as pessoas envolvidas e encaminhar a ocorrência ao juizado especial.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Garçom confessa ter matado cabeleireiro em Minas Gerais.


O suspeito de ter matado um cabeleireiro nesta quinta-feira em Alfenas, no Sul de Minas Gerais, confessou que mutilou o corpo da vítima. O garçom Fernando Alves, de 20 anos, disse que cometeu o crime por que Gilvan era homossexual e o assediava. Segundo ele, os dois se encontravam com frequência para fazer uso de drogas. As informações são da EPTV.

O cabeleireiro trabalhava em um salão da cidade. Ele foi morto e esquartejado dentro de casa, onde morava há quatro meses, no bairro Vila Formosa.

Durante a tarde, a polícia fez a reconstituição do crime na casa de Gilvan. Ativistas dos direitos dos homossexuais fizeram protestos contra a homofobia no local.

O corpo do cabeleireiro foi encontrado depois que uma vizinha que passava em frente à casa da vítima viu o sangue escorrendo da garagem e acionou a Polícia Militar. Ao chegar ao local, os policiais viram o corpo de Gilvan Firmino Ferreira, de 25 anos, conhecido como Willians, caído no chão com o crânio amassado e ponta do nariz cortada.

Segundo a polícia, os vizinhos contaram que ouviram gritos vindos da casa por volta de 4h. A suspeita é de que o assassino era conhecido da vítima. O principal suspeito, Fernando Alves, de 20 anos, foi preso e levado para a Delegacia de Alfenas.